Destino de Inverno: Steamboat

Basta cair um floquinho de neve para os amantes de esportes de inverno programarem uma trip para as montanhas. Nos Estados Unidos são muitas as opções para quem gosta de esquiar ou praticar snowboard. Dessa vez, nosso destino foi Steamboat Springs, no estado americano do Colorado.

Para chegar até Steamboat, voamos até a capital do estado, Denver, e logo após um vôo curto de menos de uma hora nos levou até a cidade. Sem necessidade alguma de alugar carro ou usar uber, usamos o transporte público gratuito para tudo, tanto para ir para as montanhas esquiar quanto para ir do hotel até o centro da cidade e restaurantes.

Esquiamos o total de 5 dias nas montanhas do Steamboat Resort. Muito frio e muita neve – geralmente ficava em torno dos -10 graus celsius. Por causa do Covid, menos gente que o normal nas montanhas, o que não deixa de ser um ponto positivo para quem está esquiando. Menos filas, sem aglomerações e menos chances de acidentes. 

Como ainda me considero uma iniciante no esporte – antes de Steamboat, apenas esquiei em Park City, por uma semana – no começo foi bem desafiador. As condições eram bem diferentes de Utah. Muita neve, os esquis afundavam, e no começo dava a impressão de ser mais pesado para fazer curvas, o que resultava nas minhas pernas super cansadas no final do dia. Em muitos momentos a visibilidade era ruim, o que me deixava um pouco nervosa. Ja é difícil em dia ensolarado, imagina quando não vê nada!

Foram alguns tombos até me acostumar com as condições. A neve super fofinha amortecia todos os impactos, o que era ótimo. Sem lesões e sem dor. Mas admito que era um saco levantar quanto você estava enterrada na neve. Os pés afundam e é difícil colocar os esquis novamente quando você esta afundada em neve e em inclinação. Mas nada que depois de meia hora você não consiga.

E assim foram nossos dias esquiando. Cada dia melhor, mais confiante e pegando o jeito. Para quem não é familiar com a prática, as pistas são classificadas por cores, que significam o grau de dificuldade. Verdes são fáceis e para iniciantes, azuis são medianas – podendo ser bem desafiadoras – e pretas são as piores, para quem ja é mais experiente. Existe também as duplas diamantes pretas – ai queridos, é só para os loucos.

Tirando as duplas pretas, não quer dizer que você como iniciante não consiga descer azuis e pretas simples. Eu por exemplo ja faço os dois tipos. A diferença é, que por estar começando no esporte, levo mais tempo, as vezes paro no meio do caminho pra respirar e caio de vez em quando. Mas no final da tudo certo. Pouco a pouco você perde o medo e sente mais confortável em descer as mais complicadas. Nessa viagem, pela primeira vez, esquiei no meio das árvores. É mais difícil, caminhos estreitos, muitas curvas e morros, o que faz você pular muito e ganhar velocidade muito rápido.

Um caso a parte é o visual. Árvores enormes em forma de pinheiros, todas congeladas e brancas. Montanhas gigantes cobertas de neves. Quando você chega ao topo e olha ao redor, tudo branco até aonde seus olhos alcançam. Para quem vem do Brasil, não tem nada parecido. É lindo, é frio e é imenso.

Além das montanhas, Steamboat não decepcionou no quesito comida. Restaurantes bons, tanto para jantares mais finos quanto para café da manhã, e com preços mais acessíveis comparando com outras cidades parecidas como Park City ou Aspen. 

No nosso cardápio teve carne, risoto, frutos do mar, hambúrguer e pizza. Falando em pizza, provamos o Colorado style, que é pizza com a borda super grossa vem acompanhada de mel, para comer com a massa. Além de pratos muito bons, também chamou a atenção as porções bem generosas. Alguns dos restaurantes aprovados que jantamos foram os chamados The Laundry, Table 79, Besame, Salt & Lime e E3 Chophouse.

Para completar, cafés e chocolates, tudo no centrinho da cidade, que a noite se ilumina com as árvores cheias de luzes de natal. Steamboat foi incrível e aprovado em todos os quesitos, sendo os principais as condições para esquiar, transporte gratuito e comida. Pessoal muito receptivo e bom astral. Vale a pena visitar e para a gente, com certeza vale a pena voltar! 

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